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João Pedro Morais

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Batman O Príncipe Encantado das Trevas marca uma parceria inédita entre DC Comics e o Quadrinista Europeu @marini_art . . Lançada em Dezembro de 2017, chega as livrarias do Brasil (E as Bancas!!!?), o álbum Batman, O Príncipe Encantado das Trevas. . Roteirizada e desenhada pelo Rockstar Europeu Enrico Marini, a HQ, que será lançada em dois álbuns, traz na trama o Coringa raptando uma garotinha que tem uma misteriosa conexão com o Homem Morcego. . Marini não é um dos mais aclamados artistas europeus da atualidade a toa. Autor de títulos como Scorpion, que já vendeu mais de 2 milhões de unidades em todo o mundo, é dono de uma das narrativas mais poderosas da atualidade.Aqui a mistura enquadramentos cinematográficos rápidos com humor negro transformam a HQ em um filme de ação frenética. . A trama, em si, não é nenhum clássico, tampouco um “must read” do personagem. Mas cumpre bem o que se propõe, sem soar pretensiosa. A arte por si só já vale toda a viagem. Cada detalhe de Gotham e dos personagens é construído com muito detalhe e a arte pintada traz vida as páginas. Dá gosto de ver. . Se está procurando conhecer um pouco mais desse artista que tem poucos títulos lançados no Brasil e uma HQ relativamente barata do Homem Morcego, recomendo esse álbum. . 3/5 #comics #hq #dccomics #dc #fanart #art #batman #marini #geek #nerd #resenha #livro #hisoriaemquadrinhos #marvel #comicbook #lançamento #batmanbymarini
12 anos após o fim da aclamada e excelente série Alias, a dupla Bendis/Gaydos retorna ao titulo. E que gibizinho bom em?? A série mostra um Bendis à vontade e empolgado, escrevendo sem a pressão editorial que vinham minando seu trabalho nos últimos anos.Com uma história que remete aos velhos tempos de Alias, temos uma trama de investigação e reviravoltas, com uma Jessica Jones no melhor seu melhor estilo resmungona, cínica e sarcástica. Pra quem não acompanhou a série clássica, alguns acontecimentos podem confundir, mas nada que uma "googlada" não resolva. Além disso, é bom estar por dentro das principais megassagas da Marvel nos últimos anos. Jessica Jones é aquele gibizinho de ler "numa sentada", uma grata surpresa chegando as bancas, e mais uma série subestimada das fases recentes da Marvel. A série encerra em três encadernados aqui no Brasil. 5/5 #comics #jessicajones #hq #quadrinhos #panini #gibi #leitura #resenha #marvel #dc #nerd #geek #ccxp #lancamento #livro #cultura #art
Mark Waid e J.G Jones misturam história, racismo e ficção em Fruto Estranho. Um dos últimos lançamentos pelo selo Prime Edition da @mythoseditora , Fruto Estranho saiu originalmente pela editora Boom! Studios, em 2015. A Hq mistura realidade e ficção ao explorar a Grande Cheia do Rio Mississipi de 1927, a abolição da escravatura e a Ku Klux Khan com a chegada de um "Gigante Negro" do espaço. A história comeca bem e é muito bem ambientada pela arte de J.G. Jones. Ao contrário de outras artes realistas, o artista consegue dar movimento ao estilo, fugindo da impressão "fotonovela" que costuma acontecer a esse tipo de narrativa. Porém a história desanda justamente com a chegada do Golias do espaço. A trama perde o foco e se desdobra em sub plots que não se desenvolvem bem, tudo muito corrido e jogado, dando a impressão que a série foi encurtada. No final ficam muitas pontas soltas e aquela sensação que aspectos como a questão racial poderiam ser mais bem explorados, e a HQ se torna frustrante. Quem sabe se Waid e Jones tivessem mais algumas edições poderiam ter trabalhado melhor o título. 2.5/5 #comics #hq #markwaid #nerd #geek #marvel #dc #art #quadrinho #mythos #fanart #historia #historiaemquadrinhos #resenha #critica
Flintstones vol. 2 é um simpático soco no estômago do leitor. Chega ao final mais uma publicação dos títulos Hanna Barbera no Brasil. O segundo encadernado da série compila as 6 edições finais, e tem os roteiros de um promissor Mark Russel e desenhos de Steve Pugh, aqui numa arte bem diferente dos tempos de Homem Animal. (Mudou pra melhor). Seguindo a pegada "Crítica social foda" do primeiro, esse volume continua tocando em assuntos infelizmente corriqueiros, como rotina, consumismo, religião, e o "american way of life", hoje em dia tão globalizado. Apesar de bastante incisivo na crítica, a leitura não é panfletária e tampouco deixa de ser divertida, engraçada e bem emocionante em alguns momentos. Se quiser ler um gibizinho divertido e que te faça pensar, não pense duas vezes e leve esse que até então é o melhor do selo lançado no Brasil. 5/5
Sob os roteiros de Jamie Delano, o sexto volume da fase de estreia de John Constantine publicado pela @editorapanini , marca a estreia do desenhista Sean Phillips, que viria depois a se tornar um dos artistas mais regulares no título, desenhando várias histórias marcantes. . . A Hq abre com a história “O homem de família“, que teve seu prólogo no encadernado anterior. Na trama, John Constantine se vê numa caçada envolvendo um serial killer conhecido por matar famílias inteiras, sem nunca deixar rastros. A história, que já tinha um início poderoso, melhora muito e coloca Constantine numa trama sem demônios ou entidades paranormais, mas que impactará muito sua vida, trazendo de volta traumas e erros do passado. Excelente história. . . A segunda história, intitulada “O Luto do Mago”, mostra Constantine tentando ajudar sua sobrinha Gemma a se livrar de um espírito que a atormenta. Numa continuação direta da anterior, o One-Shot revela mais detalhes da juventude do personagem e tem um final emocionante. . . A terceira, “Novos Truques”, tem o horror cômico típico de algumas histórias do personagem, mas apesar de divertida, é a história mais fraca do encadernado, e mostra John investigando assassinatos estranhos num ferro velho. . . A penúltima história de Hellblazer - Origens volume 6 é um daqueles One-Shots que colocam Constantine como um dos melhores personagens da DC. “Os Domingos são diferentes” fala da monotonia dos domingos de uma forma onírica e niilista, além de levantar questões como conservadorismo e rotina. Delano acerta muito. . . “O Bicho papão” serve como prólogo para o próximo encadernado da série, “O Coração do menino morto”, e traz um Constantine em frangalhos e delirante reencontrando as velhas amigas Marj e Mercury. Numa trama incômoda e densa, essa edição funciona muito bem e deixa muitas dúvidas no ar. . . A fase de Jamie Delano, que vinha muito mal após o arco “A máquina do medo”, recupera a forma e entrega boas histórias nessa reta final. 4/5 #constantine #comicbook #comic #dccomics #vertigocomics #vertigo #panini #art #hellblazer #resenha #books #livro #hq #historiaemquadrinhos #gibi #nerd #geek
O encadernado Heavy Metal do personagem mais famoso da 200 A.D, Juiz Dredd, traz histórias curtas do lançadas originalmente na revista Juiz Dredd Magazine, e foi lançado em solo nacional pela @mythoseditora . . . O criador do personagem John Wagner se junta a grandes nomes como Alan Grant e Simon Bisley em histórias na cidade de Mega City One, na interminável tarefa dos juízes de manter o “controle” da cidade. . . Imagine todo gore que conseguir. Junte com a maior quantidade de violência que sua consciência for capaz de conceber e misture com uma tigela de nonsense. Pronto, está feito Heavy Metal. As histórias que saem da cabeça da galera que trabalha nesse álbum são tão grotescas, divertidas e absurdas que só dá pra acreditar porque estão escritas e desenhadas ali. . . É incrível como tanto Wagner como os autores convidados conseguem tirar conceitos incríveis do futuro distópico de Mega City One. Cada canto obscuro da cidade tem uma história mais bizarra e nojenta que a outra, como a comunidade obesa que se une pra matar um ex líder sindical que emagreceu, ou velhas conservadoras que dominam a mente de macacos assassinos para matar liberais. . . Como nem tudo são flores, algumas histórias não se encaixam bem no formato curto e são simplesmente “meh”. . . Pra quem gosta do estilo, a arte é foda. Tem todo o exagero dos anos 90, tem o Bisley, tem muito traço grosseiro, e muito, mas muito sangue. Pra quem já conhece o universo do Juiz Dredd e quer dar boas risadas, esse álbum é mais que recomendado. . . 4/5 #juizdredd #mythos #hq #leitura #livros #quadrinhos #comicbook #historiasemquadrinhos #instageek #instanerd #resenha #judgedreddmegazine #comics #critica #leituras #instahqs #art #instabooks
O (não tão) recente lançamento da Sesi-SP, Valerian Integral Volume 2, traz o segundo álbum da obra prima da dupla francesa Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, que deu origem ao filme. . . Bem mais conciso que o primeiro, a segunda parte da obra já abre sabendo a que veio. Toda a insegurança do começo da série se vai e os criadores entregam histórias muito mais sólidas, com uma identidade mais bem definida. . . As aventuras da dupla Valerian e Laureline, apesar de estarem em uma galáxia tão tão distante, sempre trazem questões bem conhecidas dos terráqueos. Os autores usam temas como guerra, capitalismo e alienação religiosa, temas que infelizmente “nunca saem de moda”. . . Apesar de estampar o nome de Valerian na capa, o charme da série fica por conta de Laureline. Empoderada, questionadora e destemida, sempre rouba a cena e “leva nas costas” o manipulável e inocente Valerian. O esforço dos criadores em desenvolver a personagem é louvável pra época, sempre tentando escapar do clichê “donzela indefesa”, mesmo falhando miseravelmente no final da última história, mostrando uma cena de nudez totalmente desnecessária da personagem. . . A arte, como sempre, é o ponto alto do álbum. Cada página é lindíssima, como só os Europeus sabem fazer. Sesi-SP mandando muito bem nos lançamentos, um álbum que todo colecionador devia ter. 4/5 . . #sesisp #valerian #comics #quadrinhos #comicbook #geek #nerd #livros #lancamento #leituras #resenha #historiasemquadrinhos #art #instabooks #livros #hq
Lançado na metade do ano passado, o início do lendário run Claremont/Sienkevicz nos Novos Mutantes acabou passando batido pra muitos leitores, culpa do caríssimo preço de capa ( R$84,00), além do adiamento do filme, reprogramado para o ano que vem. Uma pequena joia no mar de lançamentos de qualidade duvidosa no mercado de quadrinhos de super herói nacional. A série dos Novos Mutantes, que teve seu início em 1983, contava com uma equipe de adolescentes de diversas raças e etnias, todos com problemas normais de qualquer adolescente, além, claro, da dificuldade de lidar com seus poderes recém descobertos. Com histórias que misturavam uma trama adolescente com magia, intriga e mistério, Claremont consegue explorar de forma excelente cada personagem, bem como seus medos e dúvidas, além de saber dosar muito bem diversão e aventura, sem pesar a mão na violência. Mas o destaque dessa fase fica por conta da arte.O começo do run é marcado principalmente pela gênese de um gênio. É aqui que Bill Sienkevicz se livra do traço comercial do início de sua carreira e começa a definir sua arte com o estilo expressionista que o colocaria no hall de melhores desenhistas de todos os tempos. Mesmo o preço não sendo lá muito convidativo, Os Novos Mutantes é uma excelente leitura, que vale cada página, pela excelente narrativa e inventividade de Sienkevicz, e pela habilidade de Claremont em trabalhar com o universo mutante. (A Panini já confirmou que dará sequência nesse encadernado, ainda esse ano!!!! \o/) 5/5 #xmen #sienkevicz #art #comics #hq #quadrinhos #marvel #claremont #newmutants #novosmutants #geek #nerd #leituras #resenhas #critica #novosmutantes #comicbooks #graphicnovel
O primeiro volume de 2 da série Art Ops da Vertigo traz a história de Reggie Revolt, cuja mãe é chefe da organização Art Ops, que secretamente cuida da arte no planeta terra, no melhor estilo M.I.B. Empolgante, não? Em teoria, sim. Art Ops é uma daquelas séries que tinha tudo pra ser excelente, mas não é. Ela se foca demais no protagonista, que não é lá muito bom, e esquece de desenvolver personagens e conceitos mais interessantes, como a própria organização Art Ops. A trama, além de dar a impressão de não ir a lugar algum, descamba pro famoso clichê "Vilão do mal sem motivação" e com um cliffhanger dos mais sem vergonhas possível. O que salva na série, além de uns bons personagens como "O Corpo" , agente da Art Ops Que escreve Sitcons nas horas vagas, e Monalisa (a própria), e a arte da dupla Allred, sempre acima da média. 2,5/5 #vertigo #hq #quadrinhos #comics #dc #allred #arte #desenho #monalisa #coleção #resenha #livro #critica #instahq #instageek #instanerd #nerd #geeks #comicbooks #historiasemquadrinhos
O quinto volume da fase Origens do Mago Inglês John Constantine traz pequenas histórias com autores consagrados. Dando um respiro ao então cansado e enfadonho run de James Delano, o encadernado abre com um desastroso anual, também de Delano, "O Santo Sanguinolento" , com um Delano no auge da Verborragia desnecessária. Já na história o "Homem de Família", Delano economiza nas palavras e entrega um excelente começo da história que se desenvolve no próximo e homônimo encadernado. "Como aprendi a amar a bomba e Alerta de defesa", sob as redias de Grant Morrison, trazem uma das histórias mais surreais e doentias do personagem, que só poderiam sair da mente do escritor escocês. O encadernado fecha com com o One Shot "Abraço" , tocante contribuição do escritor Inglês Neil Gaiman ao personagem. Um excelente encadernado que serviu de respiro para a fase que vinha a duras penas e prepara o terreno para o igualmente excelente volume 6 da coleção.
A trama Noir do Detetive Gato Blacksad em Artic-Nation mistura segregação racial, intriga e investigação no segundo volume da série. Com uma arte pra levar pra vida inteira, o álbum tem uma história mais complexa e bem construída que o primeiro da série, e tem um final arrebatador.